Novembro 13, 2009

Sexta-feira 13 – 1º capítulo de Drácula, o Morto-Vivo




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Olá, filhos do azar

 

 

Como está a ser a vossa SEXTA-FEIRA 13? Suficientemente sinistra? Inominavelmente macabra? De fazer chorar os anjinhos no céu? A nossa também… E isso só nos traz sorrisos aos lábios. Foi a pensar nesta data, tão importante para todos os amantes do terror, que decidimos tornar esta noite ainda mais feroz.

 

 

Primeiro, fomos ver como começa a sequela de Drácula de que já vos falámos - e aqui fica o Prólogo de DRÁCULA, O MORTO-VIVO, um livro de Dacre Stoker (sobrinho bisneto do grande mestre do terror, Bram Stoker) e de Ian Holt (o maior fã vivo de Drácula). Vê o site oficial do livro aqui.

 

 

Queremos que leiam e nos digam se vos abriu o apetite… Quem sabe se não será um bom livro para iniciar aqueles amigos, amantes, tios, avós, avôs, irmãos, pais – que dizem que não gostam e têm muito medo – neste vício horrendo que é a paixão por vampiros?

 

 

Antes, porém, vejam o trailer do livro, com a imagem das notas originais de Bram Stoker, em que se baseia a sequela, e a imagem da primeira capa de Drácula, quando o romance saiu, em 1897!

 

 

httpv://www.youtube.com/watch?v=JJJCiQ6GgI0

 

 

CARTA DE MINA HARKER AO FILHO, O EXMO. SR. QUINCEY HARKER

(Para ser aberta em caso de morte súbita ou não natural de Wilhelmina Harker)

 

 

9 de Março, 1912

 

Querido Quincey,

 

Meu querido filho, ao longo de toda a tua vida, suspeitaste que havia segredos entre nós. Penso que chegou o momento de contar-te a verdade. Continuar a adiá-lo seria pôr em risco não só a tua sobrevivência como a tua alma imortal.

O teu querido pai e eu decidimos esconder de ti os segredos do nosso passado, na intenção de te proteger das trevas que amortalham este mundo. Queríamos proporcionar-te uma infância livre dos temores que assombraram a nossa vida adulta. E, quando te tornaste o jovem promissor que hoje és, resolvemos não te contar o que sabíamos, receando que nos tomasses por loucos. Perdoa-nos. Se estás agora a ler esta carta, é porque o mal de que tão desesperada, e talvez erradamente, tentámos afastar-te regressou. E agora tu, como os teus pais antes de ti, corres um grande perigo.

No ano de 1888, quando o teu pai e eu ainda éramos jovens, aprendemos que o mal se esconde nas sombras deste mundo, à espera de uma oportunidade para colher os descrentes e incautos.

Quando ainda era um jovem advogado, o teu pai foi enviado à inóspita região da Transilvânia. A sua missão era ajudar o príncipe Drácula a concluir a compra de uma propriedade em Whitby, um velho mosteiro conhecido como Abadia de Carfax.

Durante a sua estadia na Transilvânia, o teu pai descobriu que o príncipe Drácula ? seu anfitrião e cliente ? era, na verdade, uma criatura que se julgava existir apenas em lendas e contos populares, um desses seres que se alimenta do sangue dos vivos para alcançar a imortalidade. Drácula era aquilo a que os habitantes locais chamavam Nosferatu ? o Morto-vivo. Talvez identifiques a criatura com mais facilidade pela sua designação corrente: «vampiro».

Temendo que o teu pai revelasse ao mundo a sua verdadeira natureza, o príncipe Drácula prendeu-o no seu castelo. Depois, reservou uma passagem para Inglaterra, a bordo de um veleiro, o Demeter, onde permaneceu escondido, durante os muitos dias que durou a viagem, numa das dúzias de caixas arrumadas no porão. Drácula ocultava-se deste modo insólito porque, embora possa ter a força de dez homens e a capacidade de assumir muitas outras formas, o vampiro desfaz-se em cinzas quando exposto à luz do Sol.

Nessa altura, eu estava a passar uns dias em Whitby, na casa de Lucy Westenra, a minha amiga mais querida e mais chegada. No mar, rebentara uma tempestade, e um nevoeiro denso cobria as traiçoeiras escarpas de Whitby. Incapaz de dormir, Lucy viu, da janela do nosso quarto, o navio trazido pelo temporal dirigir-se aos penhascos. Sem perder tempo, mergulhou na noite para soar o alarme antes que o veleiro naufragasse, mas já era tarde de mais. Acordando, entretanto, em pânico, vi que Lucy não estava ao meu lado e corri para o meio da tormenta à sua procura. Encontrei-a à beira da falésia, inconsciente e com duas pequenas incisões no pescoço.

Lucy adoeceu fatalmente. O seu noivo, Arthur Holmwood, filho de Lorde Godalming, e um amigo chegado, um texano que estava de visita e que é teu homónimo, Quincey P. Morris, acorreram em seu auxílio. Arthur chamou todos os médicos de Whitby e arredores, mas nenhum conseguia explicar a doença de Lucy. Foi o nosso amigo, proprietário do Asilo de Whitby, o doutor Jack Seward, quem convocou o seu mentor, o doutor Abraham Van Helsing, da Holanda.

O doutor Van Helsing, ilustre homem da medicina, era também um conhecedor do oculto e viu que Lucy adoecera com a dentada de um vampiro.

Foi nessa altura que recebi, finalmente, notícias do teu pai. Jonathan tinha conseguido fugir do castelo de Drácula e refugiara-se num mosteiro, onde também adoecera gravemente. Vi-me, assim, na obrigação de abandonar a cabeceira de Lucy e viajar ao seu encontro. Foi ali, em Budapeste, que nos casámos.

O teu pai contou-me os horrores a que tinha assistido e, com base no seu relato, descobrimos a identidade do vampiro que atacara Lucy e que agora ameaçava as vidas de todos nós: o príncipe Drácula.

Quando regressámos de Budapeste, recebemos a notícia da morte de Lucy. Mas, o pior ainda estava para vir. Dias depois de morrer, Lucy levantara-se da sua sepultura. Tornara-se um vampiro e alimentava-se, agora, do sangue de criancinhas. O doutor Van Helsing, Quincey Morris, o doutor Seward e Arthur Holmwood viram-se compelidos a tomar uma terrível decisão. Para libertar a sua alma caída em desgraça, não tinham alternativa senão trespassar o coração de Lucy com uma estaca de madeira.

Passado pouco tempo, o príncipe Drácula regressou, durante a noite, para me atacar. Depois desse ataque, todos fizemos um juramento: perseguir o vampiro, destruí-lo e libertar o mundo do seu mal. Foi assim que nasceu o nosso pequeno grupo de heróis e que perseguimos Drácula até ao seu castelo, na Transilvânia. Aqui, Quincey Morris morreu em combate, embora, num último acto de heroísmo, tenha conseguido espetar a sua faca no coração de Drácula. Todos vimos o príncipe explodir em chamas, desfazendo-se em cinzas à luz do poente.

A partir desse momento, ficámos livres. Ou assim pensava eu. Porém, um ano depois de tu nasceres, comecei a ser atormentada por horríveis pesadelos. Drácula assombrava-me em sonhos. O teu pai recordou-me, então, o aviso do príncipe negro e o momento em que nos anunciara: «Reclamarei a minha vingança. Estendê-la-ei por muitos séculos. O Tempo está do meu lado».

Desde esse dia, o teu pai e eu nunca mais tivemos paz. Passámos os anos a olhar por cima do ombro. Agora, receio que já não tenhamos forças para te proteger do mal que dele flui e incorri no erro terrível de um mau juízo de carácter.

Lembra-te disto, meu filho, se quiseres sobreviver ao mal que agora te persegue: abraça a verdade contida nestas páginas. Procura no fundo do teu jovem ser e, assim como eu e o teu pai nos vimos obrigados a fazer um dia, descobre o herói destemido que aí vive. Drácula é um inimigo sábio e astuto. Não há fuga possível nem lugar algum onde possas esconder-te. Tens de permanecer firme e lutar.

Boa sorte, meu querido filho, e não tenhas medo. Se houver verdade nas palavras de Van Helsing, os vampiros são, de facto, demónios e Deus combaterá ao teu lado.

 

Com todo o meu eterno amor,

 A tua mãe, Mina.

 

 

 

AMANHÃ, SÁBADO 14, AQUI NO BLOG, EPISÓDIO 9 VAMPIRE DIARIES E, NA RTP 1, 15H 30, DIÁRIOS DO VAMPIRO, EPISÓDIO 2






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