Março 13, 2012

1º capítulo Damon, o regresso: Meia-noite


Olá, criaturas das trevas


Como sabem, está a decorrer um passatempo que oferece 5 exemplares do novo livro de Crónicas VampíricasDamon, o regresso : Meia-noite. A lista dos vencedores será publicada aqui no blog no dia 2 de Abril, sendo que estes receberão o seu exemplar do livro ao mesmo tempo que o mesmo sair nas livrarias.


Entretanto, e para vos abrir o apetite, aqui fica a primeira parte do primeiro capítulo do livro! A segunda será divulgada ainda esta semana, aqui no blog.


CAPÍTULO 1 – DAMON, O REGRESSO: MEIA-NOITE


Querido Diário,

Estou tão assustada que mal consigo segurar nesta caneta. Escrevo com letra de imprensa em vez de usar o cursivo porque assim tenho mais controlo.

Estou aterrorizada com o quê?, perguntarás. E se eu responder com o «Damon», é provável que não acredites, pelo menos se nos tiveres visto juntos há uns dias. Mas, para perceberes, tens de conhecer alguns factos. Já alguma vez ouviste a frase «As apostas fi cam sem efeito?» Significa que tudo, tudo, pode acontecer. De tal modo que a pessoa que calcula as probabilidades e aceita as apostas de outras pessoas lhes devolve o dinheiro. Porque entrou em cena uma carta fora do baralho. Nem sequer se conseguem calcular as probabilidades para fazer uma aposta. É a situação em que me encontro. É por essa razão que tenho o coração amedrontado a martelar na garganta e na cabeça e nos ouvidos e na ponta dos dedos. As apostas ficaram sem efeito. Podes ver como até a minha letra está tremida. E se as minhas mãos tremerem assim quando eu for lá ter com ele? Posso deixar cair o tabuleiro. Posso aborrecer o Damon. E depois tudo pode acontecer. Eu não estou a explicar isto como deve ser. O que eu devia estar a dizer é que estamos de volta: o Damon, a Meredith, a Bonnie e eu. Fomos à Dimensão das Trevas e agora estamos de novo em casa, com uma bola estrelada, e com o Stefan.

O Stefan foi atraído para lá pelo Shinichi e pela Misao, os irmãos kitsune, ou espirítos -raposa malignos, que lhe disseram que se ele fosse à Dimensão das Trevas podia conseguir que lhe retirassem a maldição de ser vampiro e tornar -se de novo humano. Os kitsune mentiram. Limitaram -se a deixá-lo numa prisão fedorenta, sem comida, sem luz, sem calor? até o Stefan se encontrar quase a morrer. Mas o Damon, que era tão diferente nesses tempos, concordou em conduzir -nos para tentar encontrá-lo. E, oh, eu nem sequer consigo começar a descrever a Dimensão das Trevas. Mas o importante é que acabámos por encontrar o Stefan e que, nesse momento, já tínhamos descoberto a chave das Raposas Gémeas de que necessitávamos para o libertar. Mas ele estava um esqueleto, o pobre rapaz. Transportámo-lo para fora da prisão no catre dele, que estava infestado de insectos horripilantes e que mais tarde foi queimado pelo Matt. Mas nessa noite demos -lhe um banho, pusemo-lo na cama e? e depois alimentámo-lo. Sim, com o nosso sangue. Todos os humanos lho deram com excepção da senhora Flowers, que estava ocupada a fazer emplastros para os sítios onde os seus pobres ossos quase lhe saíam da pele.

Eles tinham -no feito passar fome até esse ponto! Eu estava capaz de os matar, a Eles, com as minhas próprias mãos? ou com os meus Poderes das Asas ? se ao menos conseguisse usá-los devidamente. Mas não consigo. Sei que existe um feitiço para as Asas de Destruição, mas não faço ideia de como o conjurar. Pelo menos pude ver como o Stefan melhorou ao ser alimentado com sangue humano. (Admito que lhe dei algumas doses suplementares que não estavam na sua ficha e teria de ser idiota para não saber que o meu sangue é diferente do das outras pessoas; tem muitos mais nutrientes e fez muitíssimo bem ao Stefan.) Assim, o Stefan recuperou o sufi ciente para, na manhã seguinte, estar capaz de descer as escadas sozinho e agradecer à senhora Flowers as suas poções! Os restantes de nós, isto é, todos os humanos, estávamos exaustos. Nem sequer pensámos no que tinha acontecido ao bouquet, porque não sabíamos que continha algo de especial. Tínhamo-lo obtido no momento em que saíamos da Dimensão das Trevas, de um bondoso kitsune branco que se encontrava na cela em frente à do Stefan antes de combinarmos a fuga da prisão. Era tão belo! Eu não sabia que um kitsune podia ser bondoso. Mas ele tinha dado aquelas fl ores ao Stefan. Fosse como fosse, naquela manhã, o Damon estava a pé. Claro que ele não podia contribuir com o seu próprio sangue, mas penso com sinceridade que o teria oferecido, se pudesse. Ele era assim, naqueles tempos. É por isso que não compreendo como posso sentir o medo que sinto agora. Como pode uma pessoa sentir -se aterrorizada com alguém que a beijou e a beijou? E lhe chamou a sua querida e o seu doce e a sua princesa? E que se riu comigo com os olhos a dançar de malícia? E que me amparou quando eu estava assustada, e me disse que não havia nada a temer enquanto ele lá estivesse? Alguém para quem eu só tinha de olhar para saber o que estava a pensar? Alguém que me protegeu, independentemente do custo para si próprio, durante infindáveis dias? Conheço o Damon. Conheço os defeitos dele, mas também sei como é por dentro. E ele não é como quer que as pessoas pensem que é. Não é frio, ou arrogante, ou cruel. Essas são fachadas que arranja para se proteger, como se fossem roupas. O problema é que não tenho a certeza se ele sabe que não é nenhuma destas coisas. E, neste preciso momento, está confuso. Pode vir a mudar e passar a ser todas elas? porque está tão confuso. O que estou a tentar dizer é que, naquela manhã, apenas o Damon se encontrava desperto. Ele foi o único que viu o bouquet. E a curiosidade é uma das suas características. De modo que desembrulhou todas as protecções mágicas do bouquet, que continha no centro uma única rosa, negra como breu. O Damon anda há anos a tentar encontrar uma rosa negra, só para a admirar, acho. Mas quando viu esta, cheirou -a? e bum! A rosa desapareceu! E ele ficou subitamente enjoado e estonteado e não conseguia cheirar nada e todos os seus outros sentidos ficaram também adormecidos. Foi quando o Sage ? oh, eu nem sequer tinha ainda falado no Sage, mas ele é um vampiro giríssimo, alto e bronzeado, que tem sido um grande amigo de todos nós ? lhe disse para respirar fundo e suster a respiração, empurrando o ar para os pulmões. Os humanos têm de respirar dessa maneira, sabes? Eu não sei quanto tempo levou o Damon a aperceber -se de que era, de facto, humano, a sério, sem que ninguém pudesse fazer nada acerca disso.

A rosa negra era para o Stefan, e teria tornado realidade o seu sonho de

voltar a ser humano. Mas quando o Damon se apercebeu que a rosa tinha

operado a magia nele? Foi quando o vi olhar para mim e considerar -me como o resto da minha espécie? uma espécie que veio a odiar e a desprezar. Desde esse momento que não me atrevo a olhá-lo nos olhos. Sei que ele me amava há apenas alguns dias. Não sabia que o amor podia transformar -se em? bem, em todas as coisas que ele agora sente acerca de si próprio.

Pensar -se -ia que seria fácil para o Damon transformar -se de novo em vampiro. Mas ele quer ser um vampiro tão poderoso como era antes; e não há ninguém desse género com quem possa trocar sangue. Até mesmo o Sage desapareceu antes que o Damon lho pudesse pedir. De maneira que o Damon está preso nesta situação até encontrar alguém forte e poderoso e que seja um vampiro com prestígio para passar por todo o processo de o transformar. E sempre que olho o Stefan nos olhos, aqueles olhos verde ?esmeralda quentes de confiança e gratidão? também sinto terror. Pavor de que, de alguma forma, ele seja levado de novo, arrancado aos meus braços. E? pavor que descubra a razão por que sinto o que sinto pelo Damon. Eu nem sequer compreendi ainda o quanto o Damon significa para mim. E não consigo? impedir? os meus sentimentos? mesmo que agora ele me odeie. E, sim, maldição, estou a chorar! Daqui a um minuto, vou ter de lhe levar o jantar. Deve estar esfomeado, mas quando há pouco o Matt lhe tentou levar algo, ele atirou -lhe o tabuleiro para cima. Oh, por favor, meu Deus, por favor não permitas que o Damon me odeie! Estou a ser egoísta, eu sei, ao falar apenas do que se passa entre mim e o Damon. As coisas em Fell?s Church nunca estiveram piores. Todos os dias há mais crianças a ficarem possuídas e a aterrorizarem os pais. À medida que os dias passam, os pais ficam cada vez mais zangados com os fi lhos possuídos. Não quero sequer pensar no que possa estar a

acontecer. Se nada mudar, a cidade será destruída, tal como a última que o Shinichi e a Misao visitaram. O Shinichi? fez imensas predições acerca do nosso grupo, acerca de

coisas que conservámos em segredo para que os outros não soubessem. A verdade é que não sei se quero ver resolvido algum dos seus enigmas.

De certa forma, temos sorte. Temos a família Saitou para nos ajudar. Lembras -te da Isobel Saitou, que se cortou horrivelmente a si própria quando estava possuída? Agora está melhor, tornou -se uma boa amiga, e a mãe dela também, a senhora Saitou, assim como a avó, a Obaasan. Elas dão -nos amuletos? feitiços para manter o mal afastado, escritos em post-it ou em pequenos cartões. Nós estamos tão agradecidos por esse género de ajuda. Talvez um dia possamos pagar-lhes tudo.


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